segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Entre Poesias - Pausa para " Causos " do San - Parte 2



A postagem de hoje não é bem um " causo " mas é um legítimo " sangirardi " !!
Em 1911, Oswald de Andrade e Emílio Menezes fundaram a revista "O Pirralho", que tinha o objetivo de questionar a arte brasileira. Essa revista satirizou, sempre de forma irreverente e divertida, alguns textos consagrados da nossa literatura. "O Pirralho" circulou até o ano de 1917 e chegou a contar com a colaboração de Di Cavalcante.
O que isso tem a ver com o San ? Bom ... em 1913 nosso Sangirardi apareceu
desse jeitinho ai embaixo, na dita revista altamente de vanguarda, " O Pirralho " !!



Sangirardi já estava no meio do jornalismo de vanguarda desde "pirralhinho" !!! Sua trajetória não poderia ter sido em nada diferente do que foi !!


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Voltando aos Idos de 66 - 3 Momentos Poéticos -





Entre Poesias - Pausa para " Causos " do San - Parte 1



Cedido gentilmente pelo  jornalista José Sergio Rocha,
de seu blog  - " Quem é vivo sempre Aparece "
 posto aqui um dos muitos " causos" do San, este em especial,
tirado de um dos programas de perguntas e respostas de maior sucesso
da televisão " O Céu é o Limite " que tinha  o comando de J. Silvestre
e cuja produção era do próprio Sangirardi.


" Sangirardi, que no Google você vai conhecer mais como autor de livros sobre plantas afrodisíacas e alucinógenas (um de seus hobbies), era produtor de um dos programas de TV de maior sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos anos 50 e 60. “O Céu é o limite”, apresentado por Jota Silvestre, foi o precursor dos programas de perguntas e respostas na TV Tupi. Num desses programas, um motorista de ônibus, negro, morador em São Paulo, que sabia tudo sobre Cleópatra, a rainha do Egito, estava prestes a ganhar o grande prêmio. O bordão do Jota Silvestre, sempre que alguém acertava a resposta,
 era “Absolutamente certo!”. O cara estava de casamento marcado e, com este grand finale,
receberia a casa toda montada com móveis de ótimas madeiras
e eletrodomésticos das melhores marcas, além do dindim de responsa.
Chegou até o final? Chegou, mas não levou. Uma semana antes do último programa, o produtor Sangirardi Jr. foi “convidado” a comparecer ao Ministério da Guerra. Ainda não havia ditadura militar, mas Sangirardi ficou cabreiro. Pensou que alguém o havia denunciado como membro do Partido Comunista, algo assim. Não era nada disso.
Foi recebido por um general de quatro estrelas, que se declarou fã do programa e apontou sobre a mesa quatro ou cinco livros grossos, alguns em inglês,
outros em francês, biografias de Cleópatra jamais editadas no Brasil.
“Leve esses livros. Com certeza, aquele negro não leu nenhum deles.
Aí tem detalhes da vida de Cleópatra que ele jamais responderá”.
“Mas general...”.
“O senhor não vai permitir que um crioulo vença no seu programa, não é?
Seria um absurdo! Crioulo não pode entender de Cleópatra”.
Sangirardi não se entregou:
“O problema, general, é que as regras do programa me impedem de usar qualquer livro
que não tenha sido editado no Brasil. Infelizmente, não posso atendê-lo”.
“Então, ponha-se daqui para fora!”, ordenou o militar.
O produtor saiu da sala da alta patente escorraçado, mas de cabeça erguida.
E torcendo para que o rodoviário ganhasse.
E ganharia, se quisesse. Antes de fazer a última pergunta, Jota Silvestre perguntou ao participante de “O céu é o limite!” se iria continuar
ou se contentava com os prêmios já recebidos.
Se concordasse, sairia sem a montanha de dinheiro, mas teria a casa toda equipada.
Pressionado pela noiva, o especialista em Cleópatra amarelou.
Preferiu o prêmio de consolação.
Quando ouviu a última pergunta,
escolhida sob medida por Sangirardi, não escondeu a tristeza.
Era mais fácil do que a maioria das que respondera nas primeiras fases do programa. "


Ainda nos idos de 66, um Dialógo Surreal - Clea por San como ele a vê ...





P.S. particular : Eu sabia que Sangirardi amava minha tia Clea ou Teinha (para a familia), mas realmente só estou tendo a exata noção do tamanho desse amor/paixão, lendo seus poemas agora. Paixão esta que espero eternizar nas ondas internetianas.
Os dois merecem isso.
Eloina
 
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