domingo, 14 de março de 2010

Entre Poesias - Pausa para " Causos " do San - Parte 3



Sangirardi tinha um gosto eclético e era um amante das belas artes,
incluindo-se ai o bel canto.
Estou postando hoje uma foto de Cláudia Muzio - A Divina -
 como foi conhecida, por sua voz ser
uma perfeita coordenação entre som e respiração,
o que lhe dava um vocal de infinita beleza,
foto esta autografada pela própria para o nosso San,
em 1935, no Teatro Municipal de São Paulo.
Faço uma homenagem a ela, postando um pedacinho
de sua biografia e alguns detalhes quando de
sua estada no Brasil, razão da foto autografada
e um pequeno registro vocal também.
Entre " causos e poesias ", mais um trechinho de vida do San.

 

Cláudia Muzio - A Divina

O mundo e acrítica se tornaram admiradores da arte e do talento da soprano Cláudia Muzio dona de extraordinário estilo e sensibilidade de conduzir sua voz, um tom colorido e fora do comum. Sua voz a tornaria uma das maiores divas de seu tempo. Cláudia nasceu em Pávia, Itália, em 7 de fevereiro de 1889, filha de Carlo Muzio um assistente de palco do Convent Garden - Londres, e do Metropolitan Ópera House - Nova Iorque, onde trabalhou com Maurice Gau. A primeira instrução musical de Cláudia foi em piano e harpa, com Madame Casalonni, em Milão. Mas sua voz foi logo notada e sua professora de piano foi a primeira a incentivá-la a mudar para o bel canto. Em 1912, aos 22 anos, fez seu debut na ópera, em Arezzo - Itália - em Manon Lescaut, de Puccini, com regência de Arturo Toscanini. Seu sucesso foi imediato. O teatro quase veio literalmente abaixo. Ela teve de voltar por 4 vezes ao palco para agradecer.

Cláudia Muzio - No Brasil

Os fãs de óperas no Brasil, especialmente São Paulo, tiveram a chance de apreciar a diva em várias oportunidades no Teatro Municipal e com o mais variado repertório. No ano de 1923 Cláudia Muzio esteve no país juntamente com Ninon Valin, Toti Dal Monte e outros para apresentarem um repertório de óperas como Aída, La Bohème, Faust e Guilherme Tell. Em 1927 retorna para outras apresentações com Eva Turner, Tito Schipa, Giacomo Lauri-Volpi, Toti Dal Monte, Gino Vanelli e outros. No repertório, Andréa Chernier, O Barbeiro de Sevilha, Carmen, Czar Salton e Orfeo. Para a temporada de 1928 no Teatro Municipal de São Paulo, ela retorna juntamente com Isabel Marengo, Tina de Bari, Fernanda Danti, e os tenores Luigi Nardi, Benvenuto Franci e Antônio Nicolini. Em 1933 canta com a brasileira Bidu Sayão, Mafalda Fávero, Mercedes Trilla, Gilda Colombo. e os tenores Beniamino Gigli, Victor Domani e Batista Pereira. O repertório apresentado foi: Barbeiro de Sevilha, La Bohème, Aida, Cavalaria Rusticana, O Palhaço, Madama Buterfly, Rigoleto, Tosca e La Traviata. Em 1935, ela retorna ao Brasil trazida pela empresa Artística Teatral LTDA, dirigida por Sílvio Pregli. Se apresntou no Teatro Municipal de São Paulo, ao lado de Bidu Sayão, Adelaide Saraceni, Nerina Ferrari e outros. Muzio foi protagonista nas peças Cecília, Carmen, Madama Buterfly, Aida, Rigoleto.

Abaixo, um pequeno trecho dessa excepcional cantora :

fonte : http://formasemeios.blogs.sapo.pt/456351.html

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Entre Poesias - Pausa para " Causos " do San - Parte 2



A postagem de hoje não é bem um " causo " mas é um legítimo " sangirardi " !!
Em 1911, Oswald de Andrade e Emílio Menezes fundaram a revista "O Pirralho", que tinha o objetivo de questionar a arte brasileira. Essa revista satirizou, sempre de forma irreverente e divertida, alguns textos consagrados da nossa literatura. "O Pirralho" circulou até o ano de 1917 e chegou a contar com a colaboração de Di Cavalcante.
O que isso tem a ver com o San ? Bom ... em 1913 nosso Sangirardi apareceu
desse jeitinho ai embaixo, na dita revista altamente de vanguarda, " O Pirralho " !!



Sangirardi já estava no meio do jornalismo de vanguarda desde "pirralhinho" !!! Sua trajetória não poderia ter sido em nada diferente do que foi !!


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Voltando aos Idos de 66 - 3 Momentos Poéticos -





Entre Poesias - Pausa para " Causos " do San - Parte 1



Cedido gentilmente pelo  jornalista José Sergio Rocha,
de seu blog  - " Quem é vivo sempre Aparece "
 posto aqui um dos muitos " causos" do San, este em especial,
tirado de um dos programas de perguntas e respostas de maior sucesso
da televisão " O Céu é o Limite " que tinha  o comando de J. Silvestre
e cuja produção era do próprio Sangirardi.


" Sangirardi, que no Google você vai conhecer mais como autor de livros sobre plantas afrodisíacas e alucinógenas (um de seus hobbies), era produtor de um dos programas de TV de maior sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos anos 50 e 60. “O Céu é o limite”, apresentado por Jota Silvestre, foi o precursor dos programas de perguntas e respostas na TV Tupi. Num desses programas, um motorista de ônibus, negro, morador em São Paulo, que sabia tudo sobre Cleópatra, a rainha do Egito, estava prestes a ganhar o grande prêmio. O bordão do Jota Silvestre, sempre que alguém acertava a resposta,
 era “Absolutamente certo!”. O cara estava de casamento marcado e, com este grand finale,
receberia a casa toda montada com móveis de ótimas madeiras
e eletrodomésticos das melhores marcas, além do dindim de responsa.
Chegou até o final? Chegou, mas não levou. Uma semana antes do último programa, o produtor Sangirardi Jr. foi “convidado” a comparecer ao Ministério da Guerra. Ainda não havia ditadura militar, mas Sangirardi ficou cabreiro. Pensou que alguém o havia denunciado como membro do Partido Comunista, algo assim. Não era nada disso.
Foi recebido por um general de quatro estrelas, que se declarou fã do programa e apontou sobre a mesa quatro ou cinco livros grossos, alguns em inglês,
outros em francês, biografias de Cleópatra jamais editadas no Brasil.
“Leve esses livros. Com certeza, aquele negro não leu nenhum deles.
Aí tem detalhes da vida de Cleópatra que ele jamais responderá”.
“Mas general...”.
“O senhor não vai permitir que um crioulo vença no seu programa, não é?
Seria um absurdo! Crioulo não pode entender de Cleópatra”.
Sangirardi não se entregou:
“O problema, general, é que as regras do programa me impedem de usar qualquer livro
que não tenha sido editado no Brasil. Infelizmente, não posso atendê-lo”.
“Então, ponha-se daqui para fora!”, ordenou o militar.
O produtor saiu da sala da alta patente escorraçado, mas de cabeça erguida.
E torcendo para que o rodoviário ganhasse.
E ganharia, se quisesse. Antes de fazer a última pergunta, Jota Silvestre perguntou ao participante de “O céu é o limite!” se iria continuar
ou se contentava com os prêmios já recebidos.
Se concordasse, sairia sem a montanha de dinheiro, mas teria a casa toda equipada.
Pressionado pela noiva, o especialista em Cleópatra amarelou.
Preferiu o prêmio de consolação.
Quando ouviu a última pergunta,
escolhida sob medida por Sangirardi, não escondeu a tristeza.
Era mais fácil do que a maioria das que respondera nas primeiras fases do programa. "


Ainda nos idos de 66, um Dialógo Surreal - Clea por San como ele a vê ...





P.S. particular : Eu sabia que Sangirardi amava minha tia Clea ou Teinha (para a familia), mas realmente só estou tendo a exata noção do tamanho desse amor/paixão, lendo seus poemas agora. Paixão esta que espero eternizar nas ondas internetianas.
Os dois merecem isso.
Eloina

domingo, 31 de janeiro de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Novas Antigas Poesias nas idas e vindas de 66

Nos Idos de 66 - Poesia e Momento em Foto

Em algum lugar do passado - momentos no Canecão - Sam e sua musa Clea




E neste mesmo passado, as madrugadas eram sempre poéticas

Nos idos de 66 - Primeiras Poesias

Idos de 1966 - Começo da Poesia Solta e Leve de Sangirardi.

Sou sobrinha de Clea Sangirardi, viúva de Sangirardi Jr e com permissão dela estou começando este blog com o objetivo primordial de postar as poesias feitas por este meu tio por afinidade, o qual tinha uma paixão e musa constante, minha tia. São poesias leves, carinhosas, amorosas, digitadas nas velhas máquinas de escrever dos anos 60 e que trazem um Rio de Janeiro perdido nos amores tardios, mas sempre vivos.
Dedico este blog para minha tia mais do que querida, Clea e para o eterno e sempre vivo Sangirardi - figura carismática como pessoa e como profissional, criador de jingles imortais, criador de programas inesqueciveis, leitor voraz, inspiração de algumas aquarelas de Flávio de Carvalho, escritor de livros instigantes, sempre acompanhado por minha tia e algumas vezes, pelo indefectivel Underberg.
 Figura impressa no coração de quem o conheceu de perto
e no imaginário coletivo de quem escuta que
" Melhoral, Melhoral é melhor e não faz mal "
e é remetido para um passado de propagandas não tão distantes, mas sempre presentes.
Para o Sam, um trecho poético extremamente conhecido
de um certo amigo famoso de sua época :
" Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure ... "
Que seja assim para você, Sam, eterno no que você criou e eterno para quem te conheceu.

 
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